Qual perfume você levaria para uma ilha deserta?

08:33:00



É comum nos depararmos com perguntas do tipo “qual livro você levaria para uma ilha deserta?”, “qual disco você levaria para uma ilha deserta?”, “qual integrante do Backstreet Boys você levaria para ilha deserta?” e por aí afora.

Mas hoje, estreando minha participação neste blog especialíssimo nos assuntos do mundo da beleza, a pergunta que vos faço é a seguinte: Queridos e queridas, qual perfume você levaria para uma ilha deserta?

Talvez para a maioria das pessoas (tolas, diga-se de passagem) possa parecer uma bobagem alguém se preocupar em levar perfume para uma ilha deserta; mas para quem, assim como nós, gostamos & curtimos & amamos e demais amos perfumes, ter conosco esta líquida e aromática companhia nessa viagem é tão essencial como saber se por lá terá água, comida, coqueiros e demais clichês de todas as histórias de ilhas desertas.

Você já pensou qual perfume levar para uma ilha deserta? Difícil, não? Será melhor levar um vidro de 200 ml, um perfume com melhor fixação ou aquele que você considera irresistível – vai que a ilha não é tão deserta assim, né.

Respondendo à pergunta feita por mim, eu levaria o Solo, da Loewe. É um dos meus perfumes favoritos – falarei sobre eles se me deixarem continuar escrevendo no La Vie...

Falo do Solo tradicional, esse aí da foto.



A linha do Solo é bem ampla: além dessa da qual eu falo, tem o Absoluto, o Intense, os quais uso & usei e recomendo, além do Cedro, Pop, Platinum e Sport, versões que não conheço mas devem ser tão bons quanto.

O Solo, gente, é aquele perfume que você pode passar pela manhã, capinar um mato durante o dia todo (no sol, é claro), e no fim do dia o cheiro bom ainda está no pulso, no pescoço e demais locais borrifados.

No tempo de frio, comum aqui em Curitiba, dá para ficar uma semana sem banho apenas procedendo como os franceses – banhando-se com Solo.

Segundo o site fragântica.com.br, é um perfume oriental que têm como notas de topo lavanda, tangerina, bergamota, limão verdadeiro ou siciliano, goiaba, tomilho, alecrim, madeira de cashmir, patchouli ou oriza e costo; as notas de coração são aldeídos, noz-moscada, canela, pimenta rosa, hortelã, alcarávia, anis e tangerina; já as notas de fundo são âmbar, almíscar, musgo de carvalho, baunilha e notas amadeiradas. Minha capacidade de identificar cheiros não é lá essas coisas mas deve ser isso mesmo. Tanta nota misturara acabou formando uma bela sinfonia olfativa (sem comentários...)

Em minhas viagens internacionais (todas elas ao Paraguai), sempre compro o Solo. Aqui no Brasil é bem difícil encontrar perfumes da Loewe nas perfumarias & afins, aquilo hoje chamado de loja física. Em muitas me dizem “nunca ouvi falar desse perfume”, me dando uma vontade de chamá-los todos de ignorantes para baixo.

Refletindo melhor, percebo não ser culpa do vendedor ser o Solo um perfume pouco conhecido em nosso país. O que é um absurdo! Tanto perfume podre por aí vendendo horrores e esse, que é uma delícia, fica relegado ao segundo plano. Deve ser (e é) problema da marca, do distribuidor, do entendimento deles do mercado brasileiro. Poderiam caprichar na divulgação dos produtos Loewe. A turma vai gostar! - diria minha tia a respeito da qualidade dos perfumes.

Voltando à dificuldade de encontrá-lo, na internet até a gente acha nos melhores sites do ramo, bem como no das Casas Bahia. O preço é meio salgado, se compararmos com os produtos de O Boticário. Claro que se compararmos a qualidade dos produtos, o perfume Loewe é um bom negócio. Os frascos de 75 ml ficam em torno de 300 reais, com os de 125 ml batendo / ultrapassando 400 reais. O negócio é comprar fora (como quase tudo em nosso Brasil). Ainda que o dólar esteja nas alturas, os 75 ml na terra das guarânias custam mais ou menos 60 dólares, e os de 125 ml uns 80 dólares.

Há uma celeuma envolvendo a pronuncia de Loewe. Marca criada na Espanha no século XIX pelo artesão Enrique Loewe, Leão em alemão, há quem a diga qual tal na língua de origem, ficando “lôve” – como em love  circunflexando o “O”. Os espanhóis chamam-na de “loêbe”, forçando o “E” e dando ao w o som entre b e v. No Paraguai dizem algo entre essas opções, um “luêbbê”. Enfim...  eu falo “loeve” e todos me entendem.



Eu recomendo o Solo 100%. Do garotão ao vovô, passando pelo executivo contemporâneo ao sitiante de bom gosto, não há como não gostar desse perfume. Se você conhece alguém contra o perfume, pode zombar da cara dele, duvidar de todo o seu passado, chamá-lo de maluco e o que pior ainda puder fazer para constrangê-lo, se possível diante de muitas pessoas.

Para finalizar este que pode ser minha primeira e última postagem, gostaria que todos colocassem nos comentários seu perfume preferido para levar a uma ilha deserta. Quanto mais gente comentar, talvez a dona do pedaço permita minha permanência. Além disso, quem sabe não fazemos uma promoção e mandamos algum seguidor de La Vie curtir umas férias numa ilha distante e solitária em meio ao Mar Egeu, no Caribe – ou próxima a Matinhos? (Por Rodrigo Lunardon: publicitário, administrador, servidor público, escritor, pintor, filósofo, colecionador, restaurador, socialista e humilde)

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3 comentários

  1. Nossa, que pergunta difícil e maravilhosa ao mesmo tempo. Nunca pensei nisso, seria difícil escolher um de tantos que amo. Talvez o La Vie Est Belle (por causa do nome, hihihihi), Coco Mademoiselle, todos da Lolita Lempicka (vale?), Opium da YSL... simplesmente complicado! Parabéns pelo post! beijos

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  2. Bom, depende da ilha, rs. Se fosse uma ilha tropical, levaria o CK One da Calvin Klein. Mas se fosse uma das ilhas do Alaska, certamente levaria o L de Lolita Lempicka, para aquecer meu corpo e minha alma, rs. Beijos e adorei o post!

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  3. Adorei sua resposta Daniela! Também amoooo o L de Lolita! beijos

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